Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Caderno novo

Ganhei coragem e fiz um upgrade dos blocos de bolso e cadernos A5 e passei para um A4. Adeus discrição. Por outro lado, a sensação de liberdade que a linha ganha é completamente diferente.







10 x 10 2018


"O programa USk internacional de workshops 10x10 voltou em 2018 e Lisboa não podia ficar de fora. Ao longo de todo o ano, assumindo toda a intempérie, ambientes indoor e outdoor, em locais desconhecidos ou completamente famosos, Lisboa propõe-se realizar 36 sessões de diário gráfico com 17 formadores diferentes (mas serão ainda mais) de março a dezembro. Confiram o programa completo, títulos de cada sessão e condições de inscrição aqui.

Os sócios USkP terão um preço especial. É de aproveitar! E tal como no ano passado, os valores da inscrição apoiarão também os USk e os USkP.

Mail para inscrições/informações: education@urbansketchers.org

Atenção: a primeira sessão é no dia 7 de março, às 18.30h, na sala de espera do aeroporto de Lisboa. Estarão presentes os formadores e é aberta (grátis) a todos os que quiserem vir desenhar, conhecer o programa mais a fundo e/ou conhecer os formadores. O tema da sessão, como consta no programa do curso, é "How to start using a sketchbook? The first page! Do not fear start sketching!"

Apareçam!"

À espera


Do Barreiro a Lisboa pelo Tejo ( parte I )

''... e no Tejo andava o S.Jorge, barco velhinho que se arrasta pelo leito do rio sem que ninguém perguntasse as suas dores e as histórias que o acompanharam ao longo dos longos anos de sua existência.
Para nós era estranho, frio, com assentos que acentuavam dores e desconforto, mas em breves instantes ao olhar as suas imponentes janelas, relembramos tempos antigos e o efeito de nostalgia devolve-nos por breves instantes o desconforto sentido.''




Quinta das Conchas



A Serra

Mais um dia de sol magnífico. Foi um daqueles dias - raros - em que a Serra de Água de Pau entra rompante pela cidade sem pedir licença e a Ponta Delgada marítima deixa de o ser em exclusividade.

(Caneta caligráfica, marcador, aguarela e lápis de cor)                                                                                            «in situ»

Galegas 7

Em Lisboa no Cais do Sodré permanece um dos últimos redutos
Lápis : Marcador : Aguarela : Tinta da China

Via Dolorosa em Jerusalém

Lançamento do livro com ilustrações do Mário Linhares

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O poeta e a igreja

Mais um registo na Praça de Londres. Desta vez a Igreja de S. João de Deus surge acompanhada pela estátua do poeta, jornalista, advogado, deputado e sei lá o que mais, Guerra Junqueiro.


Parque dos Poetas - Oeiras





Desenhar num intervalo da hora de almoço no Parque dos Poetas - João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett


Desenhos de Espera II - T.Vedras

Quando marcamos mesa num restaurante para as 20h, não é suposto sair de casa as 20h... Eu cheguei as 19h30 e só não morri de tédio porque até consigo encontrar algo interessante num parque de estacionamento desolado e feio. Bem que este descampado podia ser no topo de um miradouro...

DEU-LA-DEU


Depois do jantar, um copo na casa Independente



Casa Independente

Exposição de fotografia na Casa Independente em Lisboa
Lápis : Marcador : Caneta de Feltro : Tinta da China

Por muito que deseje chuva,
que muita falta faz à vida,
já cheira a praia ...


Xaile

Este desenho conta duas histórias.
 A primeira diz respeito à peça sobre a qual está estampado o padrão, e que é um xaile. Esta palavra deriva de " xale" que tem origem na Ásia Central. Em Kashgar(actualmente na China)esta palavra significava peça de tecido para envolver no corpo.
A segunda história é o padrão chamado "paislay"(parece uma folha curvada) que talvez se possa traduzir por cornucópia. Este padrão tem origem no Afeganistão e foi difundido até Cashemira ,Índia,
no Século XVIII. Daí estendeu-se por toda a Ásia e Médio Oriente chegando a Inglaterra que o reproduziu amplamente. Nós conhecemos esse motivo nos tecidos das gravatas.
Este desenho foi feito a partir de um Xaile de seda estampada adquirido na Índia, Cashemira,
Leonor Janeiro

Jardim Casa Roque Gameiro



Rota do Românico I

Pensava que as férias seriam tranquilas, entre vinhas e água doce, mas enganei-me redondamente. Reparei, pouco a pouco, que o granito das fragas também dá forma aos mais frágeis e singulares edifícios. As férias acabaram por trazer novas descobertas, novos lugares e novas pessoas. E no fim, por incrível que pareça, o melhor ficou por conhecer.


O mosteiro de Santa Maria de Cárquere lança um olhar que contempla, lá em baixo, o serpentear do Douro, e no alto, o planalto beirão. Diz a lenda que ali, com água daquelas nascentes, se curou D. Afonso Henriques, e fez-se o mosteiro. O que resta mais parece uma colagem de fragmentos, com arcos, portas e janelas que hoje apenas recortam o céu e o passar das nuvens.


O mosteiro de Tarouca pode estar fora da rota turística, mas quase fica em caminho. A escala monumental daquelas ruínas merecem qualquer viagem. A igreja está bem conservada e também nos mostra o trabalho artístico de várias épocas.


Salzedas fica no mesmo concelho e o mosteiro não é para menos. Também pertenceu à Ordem de Cister e, visto do café da aldeia, presta-se a um desenho bem mais demorado do que aquele que fiz.




São Pedro de Águias foi provavelmente a maior surpresa desta viagem, e certamente um dos tesouros mais bem guardados em Portugal. Trata-se de um ermitério, construído junto de um penhasco do rio Távora, num equilíbrio instável entre a gruta de granito e as águas furiosas do rio, mesmo num ano de seca. É surpreendente ver como aquelas esculturas delicadas que ladeiam os portais sobreviveram ali, durante quase um milénio.


Enquanto desenhava, fui surpreendido pela chuva. Valeu-me o abrigo da gruta, mas nem assim consegui evitar alguns salpicos na aguarela.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Expessura do Tempo

Numa organização da CM Castelo Branco, desenhando nos arredores da Cidade.
O Rio Ponsul (localmente diz-se Pinsul) é um afluente do Tejo e esta ponte já foi charneira fundamental nas comunicações regionais.


Magnólias do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra