Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Inauguração da Exposição Oeste Sketchers

Estão todos convidados!
No próximo Sábado, dia 19, pelas 14h30, inauguração da exposição Oeste Sketchers, no Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro.
Os registos expostos traduzem um ambiente muito próprio, foram feitos durante a recriação histórica da Batalha do Vimeiro, debaixo de "fogo" militar ou ao sabor das tentações do mercado oitocentista.

O turismo militar possui um potencial gigantesco na região Oeste de Portugal, o evento revelou-se muito interessante de sentir e registar, acho que conseguimos juntar o útil ao agradável, divulgar um património histórico, parte da identidade da região e é com muito gosto que com o apoio do município da Lourinhã podemos expor os olhares de cada sketcher participante à população local e visitante.

A organização dos Oeste Sketchers, Ana Ramos, Pedro Alves e Bruno Vieira, agradece a todos os que aceitaram o desafio de registar este evento e que gentilmente cederam desenhos e diários gráficos para exposição.
Agradecimentos também ao município da Lourinhã e à Ana Bento, coordenadora do CIBV, por toda a dedicação à recriação histórica e apoio nesta iniciativa.
Encontramo-nos lá!


Ordasqueira - Torres Vedras

Ordasqueira - Torres Vedras
 
Ontem foi dia de ir com a Tita ao veterinário.
Há muito que ando para desenhar este Lugar, logo aproveitei a oportunidade. Tenho de voltar. e continuar a descoberta do território rural do meu concelho.
 
 
 
 
 

Castro Verde

R D Afonso Henriques

Na praia nunca sei quem são os protagonistas, as pessoas ou os chapéus.


Anatomia

Cá em casa, cada um estuda anatomia à sua maneira.

Dunas da Cresmina

Um destes dias fui fazer os passadiços da Cresmina no Guincho e depois instalei-me no Centro de Interpretação a desenhar a paisagem. Vê-se o Mestre Zé, a fortaleza e a Serra de Sintra com o barrão caracteristico das praias a norte. De volta a casa passei na Biscaia e , lá estava ao longe, o Centro de Interpretação e a primeira duna. Tudo muito bem enquadrado pela praia do Guincho.
Leonor Janeiro

Aguarelas de Santa Cruz - Parte IV - Pela noite dentro...

 O dia foi muito longo, tão longo que tive de encurtar o post, portanto se quiserem ler a história completa, vão até ao meu blogue, aqui

No final da tarde, fomos recebidos pelo executivo do Município de Torres Vedras numa cerimónia de agradecimento pela nossa presença...

À medida que o Sol ia descendo sobre a praça do Município, a cerimónia continuava com o coffee break e uma oferta do município para todos os artistas convidados, bem como uma agradável conversa entre todos. Depois, foi tempo de voltar ao frio (e chuva!) de Santa Cruz para o evento da noite: Pintura nocturna em conjunto com os Urban Sketchers! 


Aqui, o papel organizador passou para mim e para o Bruno (Faltavas tu Ana para o circulo ficar completo) enquanto coordenadores dos Oeste Sketchers e também para dar as boas vindas aos Urban Sketchers que nos visitaram. Foi uma alegria enorme recebê-los e dar a conhecer o nosso colectivo aos aguarelistas presentes. "Vocês ainda são bastantes!" exclamava a Angela, ao qual eu respondi no meu fluente "portuñol": "..e ainda não viu nada, num encontro bem organizado, chegamos a ser bem mais de 50!" Fomos então em busca de um local para o registo nocturno e ainda sem encontrar o tal, vi o António Procópio a iniciar um desenho descomunal  e pensei, "é já aqui"... Tinha dado uma folha gigante da Canson ao António e fizemos, em conjunto uma verdadeira demonstração pública de sketch/aguarela para os muitos veraneantes que iam passando. A meio dos trabalhos tínhamos uma multidão enorme de gente em  nosso redor que eu ia vendo pelo canto do olho e mesmo assim mal devido ao holofote que nos projectava uma luz bem potente na cara! Antes de terminar o desenho, levantei-me para esticar as pernas e fui prontamente abordado por um jovem que exclamou que gostava de fazer isto e não conhecia ninguém na zona dele que desenhasse. "És de onde?" perguntei eu. "...vivo nos Açores, São Miguel". "Então fala com a Alexandra Baptista!" respondi prontamente. "Ahh, ela é minha stora!!!"  "Então tu tens uma professora que é uma das melhores Urban Sketchers nacionais, estás a espera do quê para começar nisto?!"  (Alexandra, espero que resulte em mais "clientes").  
No final do encontro, os resultados foram fantásticos e foi brilhante ver tantos, bons e diversos registos, todos reunidos junto ao Ar de Bar, incluindo os cadernos de pessoas que não sabiam do evento e se juntaram quando nos viram desenhar. 

No final do evento, esta aguarela nocturna foi também cedida para a Câmara Municipal de Torres Vedras.

24° Encontro USk P Açores | Pico queimado #01

O 24º Encontro USkP Açores fez-se em parceria com o Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas  da Ribeira Grande e com o Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira velha. 
Realizou-se a atividade a propósito da comemoração das Erupções que ocorreram na noite de 28 de Junho de 1563  na Lagoa do fogo e quatro dias depois no Pico da Sapateira / Pico Queimado.
ALGAR DO PICO QUEIMADO:

CRATERA DO VULCÃO DO PICO QUEIMADO:
À PROCURA DOS RIOS DE LAVA:
Eu desconhecia o Pico Queimado, o trilho é fácil e tornou-se muito mais interessante com as explicações da Eva Lima (Geóloga, responsável pela Geoconservação e Planeamento Ambiental) e do Tiago Menezes (Biologo, Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha . Foram identificadas espécies da flora endímica, vimos o algar e a cratera do vulcão e distinguimos domus  e vulcões.

(cont.)

(Caneta caligráfica, lápis de cor, carimbo, grafite e aguarela)                                                  mais aqui: «in situ»

O muro

Santo Amaro Oeiras


montemor_4º encontro

os desenhos no caderno
 
Chegámos no dia. em Montemor não havia vagas nos hotéis, tivemos de ficar na Figueira da Foz, a apenas 13 Km. Jantámos na pastelaria Bijou, um restaurante com nome de pastelaria. Enquanto esperámos pela comida sai este desenho. As noites de verão na Figueira são bem vividas, muita gente na rua a caminhar e as esplanadas estão cheias.
 
 
dia 12, rumo a Montemor, mas isso já escrevi anteriormente. Ficou em falta os desenhos no caderno, que publico agora.
 
O desenho que se segue foi feito após o almoço, passando pelo quarteirão das artes, deparo-me com esta entrada do castelo. Tive de ser rápido, pois o calor começava a apertar.
 
Ao caminhar rumo à entrada principal, deparo-me com este enquadramento ao qual não resisti.
 
 
já dentro das muralhas e à sombra, faço este primeiro desenho da igreja de S. Martinho. Primeiro fiz no caderno e só depois na folha solta.
 
 
 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Chicago, Bar 222.

Quando se juntam 10 sketchers no Bar 222, são 10 cadernos abertos e 10 canetas na mão.

Andanças 2017 - o Tasco dos palcos e os óculos

Este bar na zona dos palcos, construído com material reciclado, fica aberto noite fora fazendo companhia aos bailes e bailarinos, com bebidas, empadas, e salgados vários. No dia seguinte a ter feito este desenho, apercebi-me que tinha perdido os óculos graduados. Puxei pela memória e deduzi que devia tê-los deixado junto do banco de paletes em que me sentei para desenhá-lo. Fui ao centro operacional (CO) dá-los como perdidos e de seguida fui perguntar no tasco. Assim que pergunto, responde o barman brasileiro super bem disposto: "'tá no céu! Entreguei pr'o CO 'inda há pouco!". E não é que lá apareceram intactos?


Museu da Música





Ontem de manhã estive no Museu da Música e tenho de voltar pois ficou muito por desenhar.

Uns desenhos ao sul

O sr Arménio tem uma tasquinha em Olhão que repito sempre com prazer. O peixe é grelhado, bom e barato. Não tem pressa ao servir nem a receber...gosta mais é de ver os clientes divertidos e de se divertir também. Traz sempre uns animais exóticos que exibe às crianças. Às vezes ainda faz uns truques de magia com cartas.
 Desta feita era uma ave amarela. tentei desenhá-lo "à queima-roupa".

Um desenho da "esplanada" no fim de almoçar. Com os pés quietos para não pisar a cauda de um cão de um holandês sentado nas minhas costas...com uma barba branca enorme e aquele aspecto de quem veio para (este) Algarve há uns anos e nunca mais voltou. Lamentavelmente, naquela escolha ao sentar...ora bem, para onde fico virado/que ângulo será melhor para comer/desenhar?...  ( vocês sabem do que eu estou a falar!) , fiquei virado de costas para tal personagem.
O mercado em Olhão. Tão desenhável que ele é.

Uma paragem em Alcácer do Sal que se previa menos demorada e menos agradável

Ora neste desenho escrevi uma coisa que espero não me arrepender de partilhar:
É uma espécie alternativa para encontrar onde comer bem e de forma justa. Em Agosto e no Algarve tarefa ainda mais titânica. Então paro junto dos senhores do dominó, da sueca ou do banquinho de jardim e digo educadamente, sem fugir à verdade: 
- Os senhores desculpem-me, mas tenho ali umas crianças no carro e precisava de encontrar um restaurante assim com uma comidinha mais caseira...será que me podem ajudar?
-Depois de alguma conferência mais ou menos demorada, atiram-me uma ou duas soluções honestas. Sigo-as sempre e nunca me arrependi. Desta vez almoçámos muitíssimo bem numa pensão onde jamais teria entrado. Pensão Flor. Fantástico.
Se fosse uma APP, seria a "Idoso Advisor".

Ontem fiz uma pavlova...

...bem docinha!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Lojas tradicionais de Lisboa

O projecto do livro das lojas tradicionais continua em curso. Os custos e a editora (a Zest Book) estão garantidos, faltam alguns conteúdos (textos e desenhos). Depois de visionarmos (nós USkP, o Forum Cidadania e a editora) os desenhos enviados verificámos algumas lacunas (lista em baixo. Atenção ao que está a vermelho).

Solicitamos os desenhos que faltam. Podem enviar em baixa resolução. Até meados de Setembro (no fim de Setembro tem que estar tudo entregue na editora). Enviem para uskp.actividades@gmail.com

Desenho de Teresa Ruivo

1. A Carioca - Chiado ao pé do Camões - Falta o exterior 
5. Armazém das Malhas - R. Forno de Tijolo (Bairro das Colónias) - Falta tudo
8. Casa Achilles - R. de São Marçal - Mais pormenores (não sei se o exterior é interessante)
10. Casa Macário - Rua Augusta - Falta exterior e pormenores 
16. Conserveira de Lisboa - R. dos Bacalhoeiros - Faltam pormenores
23. Farmácia Gomes - R. Rodrigo da Fonseca - Falta tudo
27. Óptica Jomil - R. do Ouro - Faltam interior e pormenores
29. Ourivesaria Barbosa & Esteves - Rua da Prata - Falta tudo
30. Ourivesaria da Moda - Rua da Prata - Faltam interior e pormenores
31. Ourivesaria e Joalharia Barreto & Gonçalves - R. das Portas de Sto. Antão - Falta tudo
34. Ginjinha Sem Rival e Eduardino - R. das Portas de Sto. Antão - Faltam interior e pormenores
35. Joalharia do Carmo - Rua do Carmo - Faltam interior e pormenores
36. Joalharia Ferreira Marques – Rossio - Faltam interior e pormenores
37. Livraria Aillaud e Lello - Rua do Carmo - Faltam interior e pormenores 
39. Londres Salão - Rua Augusta - Faltam pormenores
43. Pérola do Chaimite - Ava. Duque de Ávila - Falta o interior 
44. Pérola do Rossio – Rossio - Falta tudo
49. Sapataria do Carmo - Largo do Carmo - Faltam interior e pormenores
50. Sapataria Lord - Rua Augusta - Falta o exterior
51. Tabacaria Martins - Largo do Calhariz - Faltam pormenores
54. Ourivesaria Sarmento - Rua do Ouro. Junto ao elevador de Santa Justa - Faltam interior e pormenores
57. Pastéis de Belém - Rua de Belém 84-92 - Faltam exterior e pormenores
58. Retrosaria Arqui Chique - Rua da Conceição 83 - Falta tudo

dia do saloio antecipado

o dia do saloio é hoje, dia 15, mas foi vivido ontem
 
Saímos de casa com destino à Praia das Maçãs. Seguimos rumo a Mafra, fugindo das autoestradas e das  vias-rápidas. Queríamos mostrar à pequenada algumas das aldeias típicas da região saloia, explicar-lhes como viviam e qual o significado da palavra saloio, longe dos preconceitos e das barbaridades que lhes vão "ensinando".
 
Apesar de se encontrar na zona limite e de alguns iluminados tentarem "apagar esse facto histórico", Torres vedras também se encontra na zona saloia, assim como Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Loures, Mafra, Odivelas, Sintra e Sobral de Monte Agraço. A região saloia, era no fundo a região que alimentava Lisboa, desde os víveres, ao pão. Era sobretudo o pão, a principal fonte de rendimento desta região. Foi esta produção que marcou a paisagem rural, através da construção de azenhas e de moinhos, visíveis ainda hoje.
 
 Os homens dedicavam-se sobretudo ao campo (camponeses), já as mulheres trabalhavam de dia e noite, com a lida da casa, a cuidar dos filhos, a ajudar os maridos no campo e como se não bastasse, ainda lavavam a roupa das "senhoritas de Lisboa". 
 
Desses tempos, restam-nos os moinhos, a maioria em ruína e algumas casas típicas. Já me esquecia, o belo e saboroso pão saloio...  Muitas aldeias chegaram a ficar sem qualquer habitante, como a aldeia de Broas ou a Aldeia da Mata Pequena (Mafra). Esta última ganhou uma nova vida ao ser adquirida (quase na totalidade) por um jovem casal, tornando este espaço num aldeamento turístico, aberto ao público, mantendo o espírito de uma aldeia: rua pública, cães, gatos, galinhas, porco, patos..etc...
 
A paisagem é de postal e eu não resisti a fazer 2. Confesso que não é o tipo de desenho que aprecie, mas deu-me enorme prazer a fazer estes dois desenhos. Pelo tempo que demorei, pela companhia, pelas conversas que ouvi, pelo som dos animais, mas sobretudo pelo silêncio e pela paz que ali sentimos.
 

 
 
Dali seguimos para a Praia das Maçãs, deixando pelo meio Cheleiros.
 
Na Praia das Maçãs, o tempo estava nublado. Nada que nos assuste, ou não estivéssemos habituados a Santa Cruz.
 
Assim que o sol começa a mostrar o ar de sua graça, vou para a esplanada onde faço esta espécie de desenho.
 
 
15h Apanhámos o eléctrico até Sintra.
 
Já me tinha esquecido como o percurso é bonito. Na ida e na volta, para além da beleza da paisagem, o que mais me marcou foi a quantidade de casas abandonadas e em estado de ruína. Casas de veraneio, iguais a outras tantas que vão-se repetindo pela costa, mas que as árvores desta zona as tornam únicas.
 
Sintra estava como Lisboa e Porto, cheia de turistas. 
No eléctrico não deu para desenhar, mas em Sintra, apesar do cansaço ainda houve tempo para um rabisco rápido.
 
 
 
 

Nós e os Cadernos

Pelo segundo ano consecutivo (e é para continuar!) realizou-se o encontro “Nós e os Cadernos” em Esposende por iniciativa do Tiago Cruz (parabéns Tiago!). Alguns de nós, que desenhamos com frequência em cadernos, além de desenhar expusemos algumas ideias sobre esta actividade. Este ano o mote era “Uma caneta fotográfica. Será?”. Recorri à minha (pouca) experiência em publicar nos media e falei das vantagens do desenho em relação à fotografia no jornalismo com o título “O fotógrafo não estava lá”, lembrando-me duma rúbrica que havia já há uns anos no extinto Diário Popular.

Em baixo, por ordem, António Jorge Gonçalves na sua intervenção, com o Rui, que acompanhou todo o evento, a filmar, a praia da Apúlia, com a Rosário Félix ao meu lado e por fim o Manuel San Payo. No meu blog tenho mais alguns desenhos.




Praia

O mar estava maravilhoso, com água de temperatura fresca - mas não fria. Depois de muitos mergulhos, chegou a hora do desenho. As modelos desapareceram em três tempos...